terça-feira, 8 de novembro de 2011

Renove-se. Deixe de lado o peso do passado, desfrute o presente e escreva o seu futuro.---Renew yourself. Leave aside the weight of the past, enjoy the present, and its future.






Depois, bem depois,vem o tempo e nos mostra a verdadecomo se fosse um passo de dança. Suave, intenso, inteiro. Ele vem e mostra. E aí a gente olha para trás e pergunta: por que não agi diferente? Porque você não tinha o conhecimento que tem hoje. Não tinha a maturidade deste momento.Não te culpa. Não me culpa. A gente não tem culpa.


( Clarissa Côrrea )
( Título: Aline C. )
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Then, much later, comes the time and shows us the truth like adance step. Smooth, intense, long. It comes and it shows. And then you look back and ask: why not acted differently? Because you had no knowledge that it has today. I had the maturity of this moment. Do not blame. Do not blame me. We have no guilt.

(Clarissa Côrrea)
(Title: Aline C.)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

-Sabe o que é a vida?---You know what is life?







-A vida é assim Harry 

*É 

-Sabe o que é a vida? 

*É uma horrenda risadinha no meio de uma marcha forçada para o inferno 

-Não, não é 

*Um infindável lamento funéreo? 

-Não, a vida é uma única escapada para a alegria. 

*Eu sei 

-Ta escutando? 

*O que? 

-Olhe!


-Harry's life
* It
You know what is life?
* It is a hideous grin in the midst of a forced march to hell
-No, not
* An endless funereal lament?
No, life is a unique getaway for joy.
* I know
Ta-listening?
* What?
-Look!

A vida é nada além do eco da alegria que se esvai além do grande abismo do infortúnio.---Life is nothing but the echo of the joy that is gone beyond the great abyss of misfortune.







A vida nada mais é além de um surto eventual de riso suando mais alto do que o infindável lamento funéreo.

(Uma História de amor)
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Life is nothing more than a possible outbreak of laughter sweating higher than the endless funereallament.

(A Love Story)

sábado, 5 de novembro de 2011



O motivo para as pessoas se juntarem agora é a necessidade de achar uma pessoa tão pirada quanto se própria.

(Uma história de amor)

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The reason people join is now the need to findsomeone as screwed up as you own.
(A love story)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Arte de Ser Feliz---The Art of Being Happy





Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz. Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz. Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse,não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz. Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Mirelles

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There was a time in which my window opened onto a cottage. At the tip of the cottage shone a large egg blue pottery. That used to land a pigeon egg white.Now, in clear days, when the sky was the same color as egg dishes, the bird seemed poised in the air. I was a kid, I thought this illusion wonderful and I felt completely happy. There was a time when my window overlooked a canal. In the channel swayed a boat. A boat laden with flowers. Where were those flowers? Who bought them? What pitcher in that room, before whom shine in their brief existence?And the hands that had created? And people would smile of joy to receive them? I was no longer a child, but my soul was completely happy. There was a time in which my window opened onto a courtyard, where a large hose widened its round top. In the shadow of the tree, on a mat, spent almost the whole day sitting on a woman, surrounded by children. And stories. I could not hear, the height of the window, and even heard it, not understand, because it went too far in a difficult language. But the children had such an expression in the face, sometimes made with hands arabesques so understandable, I attended the audience, imagine the issues and their antics and I felt completely happy. There was a time in which my window opened upon a city that seemed made of chalk. Near the window was a small dry garden. It was a time of drought, crumbling earth, and the garden looked dead. But every morning was a poor man with a bucket, and in silence, his hand went shooting with a few drops of water on the plants.There was a sprinkling, spraying was a kind of ritual, so that the garden would not die. And I looked at the plants to man, the drops of water falling from his thin fingers and my heart was completely happy. But when I speak of these little joys that are in front of each window, some say that these things do not exist, others exist only in front of my windows and others, finally, that one must learn to look, to see them well.

Cecilia Mirelles

Eu gostei de você porque você é meio ogro, meio doce, você é ogrodoce.---I like you because you are half ogre, half sweet, you're ogresweet






Essa menina é mesmo um sopro de qualquer coisa doce e enjoativa com o pior dos venenos, fazendo com que minha presença seja ao mesmo tempo marcante,confusa, passageira e duvidosa.

( Verônica H. )
( Título: Tati Bernardi )
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This girl is even a whiff of something sweet and sickly with the worst of poisons, so that my presenceis at once striking, confused, doubtful and transient.

(Veronica H.)
(Title: Tati Bernardi)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais.---I'll take care of me. Me, my heart and my habit of loving too much, expecting too much, expect too much.






Eu tenho uma tia que sempre que ia te servir, ela dizia “fala quando tá bom”. Minha tia dizia “fala quando” e, claro, a gente nunca falava. E a gente não fala isso porque assim tem a possibilidade de ter mais. Mais tequila, mais amor, mais qualquer coisa. Mais é melhor.

[...]

Tem uma coisa a ser dita sobre o copo meio cheio. Sobre saber quando falar quando tá bom. Eu acho que é uma linha variável. Um barômetro de necessidade e desejo. É uma coisa completamente individual. E depende do que tá sendo servido. Às vezes, tudo que queremos é dar uma provadinha. Outras vezes, nunca é suficiente, o copo é sem fundo. E tudo o que queremos é mais!

( Meredith Grey )
( Título: Caio Fernando de Abreu )
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I have an aunt that he would always serve you, she said "speak when you're good." My aunt said, "whenspeaking" and of course we never spoke. And we do not say it because he has the ability to havemore. More tequila, more love, more anything. More is better.

[...]

There's something to be said about the glass half full. About knowing when to speak when you'regood. I think it's a variable line. A barometer of need and desire. It is a completely individual thing. Itdepends on what's being served. Sometimes all we want is to give a taste. Other times, it's never enough, the glass is bottomless. And all we want ismore!

(Meredith Grey)
(Title: Caio Fernando Abreu)